* Vania Burigo
Adoro uma paisagem natural e não consigo me imaginar acordando de manhã sem ver um jardim cheio de árvores. Morando em casa ou apartamento, com ou sem sacada, sempre cultivei plantas.
Meu jardim hoje tem mais de uma dezena de árvores de grande porte, mas já cultivei palmeiras em vasos dentro de casa e uma linda floreira de buganvília na sacada do prédio. Isso sem contar as samambaias penduradas no teto como se usava nos anos 70, cactos nos anos 90 e por aí vai, até chegar nesta fase tão eclética onde podemos escolher plantas do mundo inteiro, nas floriculturas.
Elas têm cor, movimento e estão sempre mudando… Todas as plantas são decorativas e deixam os ambientes mais suaves. Não tem graça alguma uma sala sem flor.
O dia a dia é complicado e, quando nos damos conta, a bela orquídea já morreu de sede, as rosas murcharam e o bambu mosso perdeu todas as folhas. Até trocar o vaso ou arranjar tempo para isso, nos privamos da beleza que as flores e folhas nos trazem. Mesmo assim, sempre relutei em escolher plantas artificiais.
Agora posso dizer que perdi o preconceito. Os materiais evoluíram e temos muitas opções maravilhosas para compor arranjos que permanecerão lindos por muito tempo, encantando nossa rotina.
Temos até plantas com cabos impermeáveis que podem ser colocadas em vasos de vidro com água! Sem contar a relação custo/benefício, que é bem melhor que das flores naturais.
Sem mais restrições, tenho me divertido muito em escolher uma flor para cada canto. Rosas no hall, pimenteiras na cozinha, composições mais elaboradas no jantar, orquídeas e folhas delicadas nos banheiros, folhas gigantes no estar!
* Arquiteta
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