Viver ou Juntar Dinheiro?

* Beto Colombo

Querido leitor, que você esteja bem e em paz! Hoje vamos refletir sobre um tema extremamente importante e sempre atual: “Viver ou juntar dinheiro?”

Inicio meu texto lembrando que minha referência hoje é o escritor e consultor Max Gehringer, aquele que também trabalha como mediador de conflitos em um programa na TV Globo.

Em um dos seus sábios artigos, Gehringer relata que recebeu uma mensagem muito interessante de um ouvinte da rádio CBN e passa a lê-la na íntegra porque, de acordo com ele, a mensagem nem precisa dos seus comentários.

Lá vai: “Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.

Na semana passada, prossegue o ouvinte da CBN, relatado no artigo, “li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa…

Das coisas que aprendi, fala Sérgio de 61 anos, aprendi, por exemplo, que “se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário”.

E as contas não pararam por aí: “Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro, mas se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?”

Diante do paradoxo de viver e investir na qualidade dessa vida e economizar só para ter esse dinheiro na conta, o sessentão pondera:

“Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizzas e cafés não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual.”

Como o ouvinte sabe, eu evito ao máximo em aconselhar ou dar sugestões, mas o senhor Sérgio, na carta a Max Gehringer, fez algumas ponderações: “Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida”.

É assim também como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre viver ou juntar dinheiro?

* Empresário, Filósofo Clínico, Diretor Presidente da Anjo

Filipe Colombo

Sobre Filipe Colombo

Formado em Administração com ênfase em Marketing, É conselheiro profissional formado pelo IBGC e possui MBA em administração de empresas cursado nos EUA, China e nos Emirados Árabes. Acumula mais de 20 anos de experiência em gestão de empresas e é autor do best seller “Gestão Profissional na Prática”. Neste livro, são compartilhados ensinamentos, visões e conselhos que são frutos de sua experiência acadêmica e profissional.
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